Uma agulha fora do palheiro. Essa foi a primeira impressão que tive ao entrar em um ônibus com mais de 40 pessoas das quais eu conhecia apenas seis. Minha sorte é que já estou acostumada com situações como estas, mas a primeira impressão sempre causa um pouco de medo e desânimo.
Estou falando de uma quarta-feira de manha, às sete horas para ser mais precisa, quando eu e mais cinco alunos da Unijui, pegamos uma carona com o pessoal da Unicruz, de Cruz Alta, para a cidade de Londrina, Paraná, a fim de participar do Intercom Sul 2011.
Para começo de historia, eu conhecia quatro, das cinco pessoas da Unijui, então, logo de inicio, sentei em um banco ao lado da janela, onde os espaços ao meu lado e a minha frente foram ocupados por alunos da Unicruz.Logo, veja bem, os da frente viraram-se para trás a fim de conversar com os colegas, e eu fiquei viajando no meio sem entender nada. Foi a primeira experiência boa da viagem, pois, trata-se de um povo de Comunicação Social, ou seja, com menos de meia hora de viagem eu já estava no meio da conversa, com três novos amigos.
E por falar em amigos, com uma viagem que levou pouco mais de 16 horas, com certeza eles aparecem, afinal, excursão sempre é algo propício para fazer novas amizades, pois na medida em que a viagem começa a ficar cansativa, começam as cantorias, as piadinhas, e aí, todo mundo se dá bem.
Enfim, chegamos ao hotel depois de uma longa viagem, confesso que bem cansados. Porém, era nossa primeira vez em Londrina, então não podíamos nos deixar dominar pelo cansaço, e foi preciso apenas um banho para repor energias, chamar um taxi e sair para a primeira festa. E assim seguiram pelas próximas duas noites. Intercom de dia, festa de noite.
O que vale de tudo isso, além do aprendizado que um Congresso traz, são as pessoas legais que conhecemos, e as historias bizarras que carregamos depois de uma boa viagem.
Como por exemplo, a da volta, quando houve um pequeno problema em nosso ônibus e tivemos que ficar por mais de oito horas esperando uma empresa nos pegar em uma cidade vizinha a Londrina, chamada Rolândia.
Nesse intervalo, tínhamos que fazer algo para passar o tempo, então, porque não sair um pouco do sério e fazer brincadeiras saudáveis, que depois geraram muitas fotos, e ate vídeos no You Tube? E para quem quiser acompanhar esses momentos de muita tensão, não deixem de acessar: http://www.youtube.com/watch?v=sQRH_L4nC0U
Sabrina Bertollo
quarta-feira, 1 de junho de 2011
É mesmo apaixonante
São inevitáveis os dissabores em qualquer profissão. E na de repórter não poderia ser diferente. Por isso digo que tem que ter vocação para atuar.
Sim, é uma verdadeira atuação. Mas não da maneira como muitos ainda a veem, com glamour e participação em eventos interessantes. Isso é o que as mentes pequenas ainda pensam a respeito.
Não só no sentido literal, você tem que correr atrás da fonte, principalmente se o fato render ou for polêmico. Hoje mesmo uma fonte importante me concedeu dois “bolos”, depois de muita dificuldade para marcar a entrevista. Paciência. Espero que para a próxima edição ela encontre um tempo para atender esta esperançosa jovem que só precisa cumprir sua tarefa.
Mas diante de tantos processos que se desenrolam até a publicação do fato, correr em busca de uma brecha na agenda do cara é o mais fácil. Não pensem que até chegar à publicação, que pode render um espaço bacana na página, numa ímpar –, “é bem assim”!
Matéria aceita pelo teu chefe, editada, revisada, publicada. Muitas etapas que se desenrolam em um curto espaço de tempo. Aí é só esperar. É quando aparece o glamour de ser repórter: você ser reconhecido. Não existe nada igual quando se recebe um elogio de um leitor sobre uma matéria tua! Saber que a tua publicação fez alguém parar, ler e pensar sobre aquilo é algo fantástico. O apaixonante da profissão é perceber que depois de todo o esforço que descrevi, o leitor reconhece o teu trabalho.
Pode o editor-chefe não te elogiar, e até desmerecer o teu conhecimento – sim, para quem está ingressando na área ou pretende pode ir se acostumando – mas depois que você fez a diferença para alguém, é como se você dissesse baixinho: “ei chefe, desiste, ganhei meu dia!"
Jaqueline Peripolli
Sim, é uma verdadeira atuação. Mas não da maneira como muitos ainda a veem, com glamour e participação em eventos interessantes. Isso é o que as mentes pequenas ainda pensam a respeito.
Não só no sentido literal, você tem que correr atrás da fonte, principalmente se o fato render ou for polêmico. Hoje mesmo uma fonte importante me concedeu dois “bolos”, depois de muita dificuldade para marcar a entrevista. Paciência. Espero que para a próxima edição ela encontre um tempo para atender esta esperançosa jovem que só precisa cumprir sua tarefa.
Mas diante de tantos processos que se desenrolam até a publicação do fato, correr em busca de uma brecha na agenda do cara é o mais fácil. Não pensem que até chegar à publicação, que pode render um espaço bacana na página, numa ímpar –, “é bem assim”!
Matéria aceita pelo teu chefe, editada, revisada, publicada. Muitas etapas que se desenrolam em um curto espaço de tempo. Aí é só esperar. É quando aparece o glamour de ser repórter: você ser reconhecido. Não existe nada igual quando se recebe um elogio de um leitor sobre uma matéria tua! Saber que a tua publicação fez alguém parar, ler e pensar sobre aquilo é algo fantástico. O apaixonante da profissão é perceber que depois de todo o esforço que descrevi, o leitor reconhece o teu trabalho.
Pode o editor-chefe não te elogiar, e até desmerecer o teu conhecimento – sim, para quem está ingressando na área ou pretende pode ir se acostumando – mas depois que você fez a diferença para alguém, é como se você dissesse baixinho: “ei chefe, desiste, ganhei meu dia!"
Jaqueline Peripolli
Alunos do Trânsito
Estamos nos preparando para uma nova vida, um tanto conturbada, mas bem mais independente. Hoje somos alunos, mas em um futuro próximo estaremos nos aventurando pelas ruas e estradas deste país, que por sinal estão em péssimas condições. Estamos eufóricos para conquistar esta permissão que nos trará a condição de “condutores”. Condutores que acordam cedo ou tarde todos os dias, dispostos a cumprirem suas tarefas do cotidiano. Porém, ao entrarem no carro ou subirem em suas motocicletas, habituais meios de locomoção, e se direcionarem às ruas, o “transtorno” começa.
Logo, estaremos em meio ao bando de “costureiros” que assombram ao meio dia e às seis da tarde e que não dão passagem aos demais veículos, nem respeitam paradas obrigatórias. Mas não saímos das aulas práticas sem ter noção desta louca rotina em que estaremos inseridos. As 20 aulas práticas servem para isso, para você empacar em uma rótula congestionando o trânsito da cidade, enquanto 50 motoristas atrás de você estão desesperados por passagem buzinando e xingando. Então você olha para seu instrutor que já está nervoso e que resolve tirar o carro dali. Na condição de aluno você se pergunta o porquê disso tudo. Afinal eu nunca havia entrado em uma rótula.
O desrespeito é demonstrado pelos experientes condutores, que sem paciência, buzinam e ultrapassam os aprendizes, esquecendo-se que um dia já passaram por esta situação, e que seus filhos e netos logo poderão enfrentar o mesmo desafio. É inimaginável aprendermos a trocar um pneu apenas com aulas teóricas. A maioria é aprovada sem ao menos saber onde fica o cano de descarga do carro.
Profissionais dos centros de formação de condutores rezam para que estejamos prontos em apenas 20 aulas, mesmo sabendo que nunca estaremos preparados o suficiente para enfrentar a maratona do trânsito e realizar as manobras necessárias para escapar dos vários motoristas imprudentes. Motoristas estes, que fazem de seus veículos “armas” potentes que apontam para todos os demais condutores, mas esquecem de que várias outras “armas” estão à sua espera na próxima esquina.
Andressa Streicher e Kassieli de Mello
Logo, estaremos em meio ao bando de “costureiros” que assombram ao meio dia e às seis da tarde e que não dão passagem aos demais veículos, nem respeitam paradas obrigatórias. Mas não saímos das aulas práticas sem ter noção desta louca rotina em que estaremos inseridos. As 20 aulas práticas servem para isso, para você empacar em uma rótula congestionando o trânsito da cidade, enquanto 50 motoristas atrás de você estão desesperados por passagem buzinando e xingando. Então você olha para seu instrutor que já está nervoso e que resolve tirar o carro dali. Na condição de aluno você se pergunta o porquê disso tudo. Afinal eu nunca havia entrado em uma rótula.
O desrespeito é demonstrado pelos experientes condutores, que sem paciência, buzinam e ultrapassam os aprendizes, esquecendo-se que um dia já passaram por esta situação, e que seus filhos e netos logo poderão enfrentar o mesmo desafio. É inimaginável aprendermos a trocar um pneu apenas com aulas teóricas. A maioria é aprovada sem ao menos saber onde fica o cano de descarga do carro.
Profissionais dos centros de formação de condutores rezam para que estejamos prontos em apenas 20 aulas, mesmo sabendo que nunca estaremos preparados o suficiente para enfrentar a maratona do trânsito e realizar as manobras necessárias para escapar dos vários motoristas imprudentes. Motoristas estes, que fazem de seus veículos “armas” potentes que apontam para todos os demais condutores, mas esquecem de que várias outras “armas” estão à sua espera na próxima esquina.
Andressa Streicher e Kassieli de Mello
O que você quer ser quando crescer?
Por muito tempo eu ouvi essa pergunta. Demorei, mas decidi.
Escolher uma profissão não é tarefa fácil e envolve muito dinheiro. Faculdade e cursos técnicos são para a vida inteira. Por muitas vezes pensei o que eu queria do meu futuro. Cursar administração, educação física, economia, direito, química, história ou jornalismo? Que profissão me daria mais realização? Deveria fazer um teste vocacional?
Na verdade, desde pequena imagino o dia que o Zeca Camargo vai se aposentar e alguém vai substituí-lo. Poderia ser eu. Para chegar até lá vou ter que ralar muito e mostrar do que sou capaz.
Meu pai disse uma vez que a melhor profissão do mundo é ser pescador: ficar o dia inteiro na beira do mar, esperando o peixe morder a isca, e a noite se deliciar com um peixe grelhado. Ele pode estar certo, mas cadê a emoção? Aquela, de ver seu nome estampado na primeira página do jornal com uma reportagem magnífica, pela qual passou noites mal dormidas. Ou a emoção de conseguir uma entrevista exclusiva com aquele cara que não fala com a imprensa, ou cobrir um Gre-Nal e engolir um grito de gol no meio da torcida rival. A emoção de encontrar um furo de reportagem porque estava no lugar certo, na hora certa e com uma câmera na mão.
Tudo isso justifica a minha escolha: ser jornalista. Saber que você pode ajudar a construir uma opinião e decidir uma eleição, saber que um dia você poderá ser contratado pelo Fantástico. Até mesmo em um dia ruim, receber uma ligação do seu pai, todo orgulhoso, dando os parabéns pela ótima reportagem. A próxima vez que perguntarem o que eu vou ser quando crescer, responderei: vou ser jornalista.
Daniele Santos e Gislaine Windmöller
Escolher uma profissão não é tarefa fácil e envolve muito dinheiro. Faculdade e cursos técnicos são para a vida inteira. Por muitas vezes pensei o que eu queria do meu futuro. Cursar administração, educação física, economia, direito, química, história ou jornalismo? Que profissão me daria mais realização? Deveria fazer um teste vocacional?
Na verdade, desde pequena imagino o dia que o Zeca Camargo vai se aposentar e alguém vai substituí-lo. Poderia ser eu. Para chegar até lá vou ter que ralar muito e mostrar do que sou capaz.
Meu pai disse uma vez que a melhor profissão do mundo é ser pescador: ficar o dia inteiro na beira do mar, esperando o peixe morder a isca, e a noite se deliciar com um peixe grelhado. Ele pode estar certo, mas cadê a emoção? Aquela, de ver seu nome estampado na primeira página do jornal com uma reportagem magnífica, pela qual passou noites mal dormidas. Ou a emoção de conseguir uma entrevista exclusiva com aquele cara que não fala com a imprensa, ou cobrir um Gre-Nal e engolir um grito de gol no meio da torcida rival. A emoção de encontrar um furo de reportagem porque estava no lugar certo, na hora certa e com uma câmera na mão.
Tudo isso justifica a minha escolha: ser jornalista. Saber que você pode ajudar a construir uma opinião e decidir uma eleição, saber que um dia você poderá ser contratado pelo Fantástico. Até mesmo em um dia ruim, receber uma ligação do seu pai, todo orgulhoso, dando os parabéns pela ótima reportagem. A próxima vez que perguntarem o que eu vou ser quando crescer, responderei: vou ser jornalista.
Daniele Santos e Gislaine Windmöller
Domingo é dia de...
Domingo é dia que você quer sol e comer churrasco. É o dia da ressaca, madrugada é de festa, a manhã é de preguiça. Ah o domingo! Há quem não goste, pois antecede a segunda-feira. O domingo é dia de tomar chimarrão, sentar no sol e comer bergamota. É o dia de ficar mais com a família.
Mas o domingo também é dia de Faltar Luz! Sim, no dia em que os filhos de Deus descansam, o Departamento de Energia Municipal também resolve descansar. Todo santo domingo, exatamente às 19 horas a luz resolve se apagar para os moradores do bairro Tiaraju, mais especificamente nas ruas Leone Silvello e Carvalinho.
Imagine que você está no seu banho dominical, aproveitando as últimas horas do seu fim de semana e de repente... A luz acaba. É uma sensação tão agradável neste inverno! O shampoo ainda no cabelo, a água gelada que cai no corpo quente, você todo ensaboado sai correndo pela casa procurando uma vela ou uma lanterna.
Como diz Humberto Gessinger: “Toda vez que falta luz o invisível nos salta aos olhos”. E realmente passamos a perceber que não somos nada sem luz. O que está acontecendo com a iluminação pública? Não estamos pagando nossos impostos e contas de luz em dia?
Espero que o domingo volte a ser de alegria. E que não falte luz no próximo.
Taís Machado
Por novas piadas no futebol brasileiro
Sinto, e descrevo aqui um sentimento tão-somente meu, que o mundo do futebol brasileiro está triste. Murchou, assim como a bola que, em uma pelada, quer porque quer entrar no gol após o chute do atacante, mas, em vez disso, acaba topando com um pedaço pontudo de madeira que a faz murchar repentinamente.
Durante este trajeto iniciado na chuteira do jogador e terminado de maneira trágica na tal ponta, a bola certamente pensa consigo que, sim, seria ótimo permanecer viva e de repente ser tocada por um pé mais talentoso e merecedor de suas boas ações. Mas é neste mesmo caminho que ela se conforma: é melhor morrer de uma vez do que voltar cheia de esperança àquele gramado e ter de encarar novamente o responsável por ela se sentir tão pessimamente tratada.
Voltando à possível tristeza do mundo do futebol no país, eu explico: estádios com públicos no máximo razoáveis – à exceção dos grandes clássicos, e olhe lá ainda… –, torcedor inseguro quanto a levar a família aos estádios, preços de ingresso inacessíveis para uma grande parcela da população, clubes sem grande poderio financeiro para contratar jogadores de renome, um campeonato nacional que não dá chance nenhuma de os times de menor expressão almejarem o título, um número baixo de novos talentos revelados…
Mas, apesar de todos estes fatores citados acima, a meu ver, a evidência mais contundente de que o mundo do futebol brasileiro perdeu a alegria está nas piadas ou “tirações de sarro” sobre futebol. É incrível como os anos passam e elas não se renovam! Dia desses, ao ir a um supermercado em Panambi, cidade onde resido, fui obrigado a ouvir uma que pensei que nunca mais ouviria: um cliente entrou vestido com uma camiseta do Grêmio, e um amigo, certamente colorado, ao avistá-lo, largou esta: “Não sabia que não pode entrar sem camisa no mercado?”. E riu alto. Por favor!
Já esta é mais recente, mas utiliza aqueles velhos métodos de comparação e foi criada depois da conquista do Inter no Gauchão 2011, sobre o Grêmio, em pleno Estádio Olímpico: “Qual é a semelhança entre o Grêmio e Osama bin Laden? R.: Os dois morreram em casa, diante da sua família”. Pss… Parece-me que, à medida que o futebol brasileiro, nos últimos anos, foi perdendo o glamour que tinha nos anos de Pelé, Garrincha, Ademir da Guia e outros, o brasileiro, um dos povos mais felizes do mundo, foi perdendo o estímulo e a alegria de inventar piadas criativas sobre futebol. E agora preparemo-nos, pois temos todo um Campeonato Brasileiro pela frente: os mesmos jogadores, os mesmos dirigentes, os mesmos baixos públicos nos estádios – e, certamente, as mesmas piadas.
Murian Cesca
Durante este trajeto iniciado na chuteira do jogador e terminado de maneira trágica na tal ponta, a bola certamente pensa consigo que, sim, seria ótimo permanecer viva e de repente ser tocada por um pé mais talentoso e merecedor de suas boas ações. Mas é neste mesmo caminho que ela se conforma: é melhor morrer de uma vez do que voltar cheia de esperança àquele gramado e ter de encarar novamente o responsável por ela se sentir tão pessimamente tratada.
Voltando à possível tristeza do mundo do futebol no país, eu explico: estádios com públicos no máximo razoáveis – à exceção dos grandes clássicos, e olhe lá ainda… –, torcedor inseguro quanto a levar a família aos estádios, preços de ingresso inacessíveis para uma grande parcela da população, clubes sem grande poderio financeiro para contratar jogadores de renome, um campeonato nacional que não dá chance nenhuma de os times de menor expressão almejarem o título, um número baixo de novos talentos revelados…
Mas, apesar de todos estes fatores citados acima, a meu ver, a evidência mais contundente de que o mundo do futebol brasileiro perdeu a alegria está nas piadas ou “tirações de sarro” sobre futebol. É incrível como os anos passam e elas não se renovam! Dia desses, ao ir a um supermercado em Panambi, cidade onde resido, fui obrigado a ouvir uma que pensei que nunca mais ouviria: um cliente entrou vestido com uma camiseta do Grêmio, e um amigo, certamente colorado, ao avistá-lo, largou esta: “Não sabia que não pode entrar sem camisa no mercado?”. E riu alto. Por favor!
Já esta é mais recente, mas utiliza aqueles velhos métodos de comparação e foi criada depois da conquista do Inter no Gauchão 2011, sobre o Grêmio, em pleno Estádio Olímpico: “Qual é a semelhança entre o Grêmio e Osama bin Laden? R.: Os dois morreram em casa, diante da sua família”. Pss… Parece-me que, à medida que o futebol brasileiro, nos últimos anos, foi perdendo o glamour que tinha nos anos de Pelé, Garrincha, Ademir da Guia e outros, o brasileiro, um dos povos mais felizes do mundo, foi perdendo o estímulo e a alegria de inventar piadas criativas sobre futebol. E agora preparemo-nos, pois temos todo um Campeonato Brasileiro pela frente: os mesmos jogadores, os mesmos dirigentes, os mesmos baixos públicos nos estádios – e, certamente, as mesmas piadas.
Murian Cesca
O recheio da polenta
Colocar a água pra ferver e acrescentar sal e manteiga. Assim que iniciar a fervura basta acrescentar a mistura pronta de polenta e, então, é só mexer sem parar. Fácil, não?! Pois é, essa é uma das opções de almoço de muitos estudantes. Porém essa facilidade não é a essência da vida deles. Passar horas na escola e ainda ter que estudar em casa para retomar a matéria diária, além de memorizar tudo para aquela prova terrível de matemática chega a dar arrepios. Agora imagine você ser um estudante universitário. Grande parte dos que estudam em universidades particulares trabalha muito para conseguir pagar a mensalidade do curso. Depois de um dia cansativo de trabalho, das aulas intermináveis e das inúmeras tarefas e provas que eles precisam realizar, o mínimo esperado é um transporte confortável e tranquilo para ir e voltar da faculdade. Claro que isso é pedir demais!
Mesmo após passar horas exercitando a mente o corpo nos mais diversos trabalhos que – como universitários “duros” tendo que pagar, além da faculdade, o aluguel, gás, luz e alimentação – eles ainda precisam enfrentar ônibus cheios com gente amontoada em pé e nos bancos. Imagine só no inverno, onde as janelas se mantêm fechadas por conta do frio, com todo mundo tossindo e espirrando. Nojento, no mínimo, mas real. O pior é a volta. O ônibus parece ainda menor, pois acolhe também aqueles que vieram de carona e agora precisam voltar de coletivo.
No caso de Ijuí, os ônibus do transporte público são “carinhosamente” chamados de ‘polentões’ por serem amarelos. Sendo assim, é impossível não comparar os inúmeros acadêmicos amontoados nos ônibus com o recheio de carne moída, da polenta que minha avó fazia. A situação de transporte público enfrentado pelos universitários é complicada, mas necessária tendo vista que o custo de um carro ou moto acaba saindo totalmente do orçamento. Mas como esperança de universitário é a última que morre, ainda acreditamos que melhores condições sejam oferecidas para os alunos que utilizam esse meio de locomoção.
Talita Mazzola
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