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terça-feira, 26 de julho de 2011

Há dez anos com a Unijuí FM


O programa é gravado no laboratório do Curso de Comunicação
 Por Vera Raddatz

Em agosto de 2001 entrava no ar, pela Rádio Unijuí FM 106.9 o programa Comunicação Social Clube cujo slogan é  "no ar com os pés no chão". Há dez anos no ar, acompanhando o movimento da grade de programação da emissora educativa da universidade, o programa é um projeto pedagógico do curso de Comunicação Social da Unijuí, coordenado pela professora de Radiojornalismo Vera Raddatz. A proposta é propiciar a alunos voluntários das habilitações de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas a vivência da prática radiofônica, desenvolvendo atividades de locução, redação, pesquisa musical e edição durante uma tarde por semana, quando o programa é produzido e gravado. Pode ser ouvido todos os sábados, das cinco às seis da tarde, pela Unijuí FM, constituindo-se por informações voltadas ao mundo da comunicação e da universidade, com destaque para as questões culturais.Veicula também as produções em áudio dos alunos do Curso de Comunicação Social e o programete da Usina de Ideias, a agência experimental do Curso. Pelo programa já passaram alunos que depois  ingressaram em emissoras da comunidade regional, como Juliana Gomes, Douglas Dorneles da Rosa, Priscila Callegari, Tamar Santos, entre outros. Atualmente, produzem e apresentam o programa as alunas de Jornalismo Elenise Carneiro, Marília Munareto, Michelle Tjäder, Patrícia Laura Kuhn e Vanessa Bruinsma.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Projeto "Rádio na Escola" inaugura duas rádios esta semana

Por Vera Raddatz
Profa Márcia Oldemburg montando a Rádio Otávio da Rocha 
Quando temos vontade de produzir e criar, os objetos a nossa volta podem ganhar novas funções. Uma sala que era o arquivo do patriomônio no Imeab vai abrigar a partir de quinta-feira dia 14, a Rádio Mandio: a rádio que cultiva idéias. Outra sala de apoio no segundo piso da Escola Estadual Otávio Caruso Brochado da Rocha já exibe na parede a logomarca da Rádio Otávio da Rocha, novos tempos, novas idéias. Estas são as mais novas rádios do Projeto de Extensão "Rádio na Escola",  do Curso de Comunicação Social da Unijuí, a ser inauguradas esta semana.

Letiane e Nadine, ensaiando para a estréia da Rádio Mandio, do Imeab
 Este é o primeiro resultado das oito oficinas de capacitação, três meses e meio de reuniões semanais de trabalho e planejamento; e alunos, professores e direção envolvidos de forma responsável para colocar "no ar" essa  proposta de comunicação dentro da escola. Não é apenas mais um som no pátio na hora do recreio, mas um instrumento de aprendizado, de aprimoramento de habilidades e uma ferramenta importante para o exercício da cidadania. 

Lançamento do Projeto Experimental "Pelo Mundo"

Por Vera Raddatz
Hoje à noite no auditório da sede acadêmica da Unijuí, as alunas de Comunicação Social Naiara Moraes (Publicidade) e Ramone Pacheco (Jornalismo) apresentam o seu Projeto Experimental "Pelo Mundo". A proposta é trabalhar a informação e trocar conhecimentos, por meio de um portal, com todos os interessados em viajar pelo mundo. Escolheram, portanto, o mundo digital para elaborar um trabalho que nasceu justamente do intercâmbio que elas fizeram na Universidade do Porto no ano passado.
Como professora orientadora, vínhamos acompanhando esse movimento desde o princípio, já com matérias postadas no blog "Na estrada". A ideia amadureceu  para o portal Pelo Mundo e pretende se desenvolver como um projeto profissional. O Pelo Mundo pode ser acompanhado no twitter e no Facebook.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Preservar o saber


Por Lisiane Sackis


Os alunos que frequentam a Biblioteca Universitária Mário Osorio Marques no campus Santa Rosa são incentivados durante todo o ano a se engajar em uma campanha permanente de preservação dos livros. Os 40 mil exemplares vão de periódicos até livros sobre as mais diversas áreas do conhecimento. O trabalho dedicado de manuseio e organização do material é feito por três assistentes em dois turnos: tarde e noite. O desafio das bibliotecárias é conscientizar os estudantes da importância de preservar o acervo para ter acesso ao saber. Por isso, elas entregam aos frequentadores da biblioteca marcadores de página com orientações sobre os cuidados.

Na semana do livro , a partir do dia 18 de abril, o trabalho se intensifica, inclusive com distribuição de panfletos informativos e uma exposição com os livros danificados. A assistente da biblioteca Paula Chrisothemos, que está há 2 anos na universidade, conta que é um trabalho constante: “ O que dá mais resultado é o corpo a corpo. A gente explica a importância do cuidado no dia a dia do atendimento”.



Regra básica: manter muito cuidado no manuseio dos livros
 A falta de cuidado com o acervo é o principal problema enfrentado e vai desde o aluno que arranca páginas até aquele que rabisca, molha, suja ou usa fitas adesivas que danificam o exemplar. O trabalho de recuperação é delicado e feito em Ijuí pelas bibliotecárias que tiveram um treinamento especial para isso. Muitos não retornam, por não terem condições de recuperação. Para alertar os universitários,algumas dicas são enfatizadas nos murais da biblioteca, como evitar grifos e anotações nas páginas, usar grampos, clips,alimentar-se ou fumar ao manusear os livros, dobrar as pontas das páginas, fazer qualquer tipo de reparo ou ainda expor os livros ao excesso de luz, calor e umidade.

Para que todo esse acervo possa ser consultado e preservado são necessárias atitudes simples como a conscientização do aluno, um cuidado que reflete a educação e a cidadania.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Redes sociais, juventude, alienação e revolta

 Taís Elisa Hammarstrom Beck

Desde o início dos tempos, a juventude sempre foi a voz crítica e contestadora da sociedade. Nada se fazia sem a adesão dos jovens que, com ou sem causa, costumavam se rebelar quanto ao modelo social no qual vivam, duvidando de tudo e de todos, e buscando a fazer a diferença. Quanto menos liberdade os jovens possuíam, mais vontade tinham de lutar por ela, de buscar espaço e usufruir o direito de expressar sentimentos e vontades. Enfim, juventude sempre foi sinônimo de atitude e rebeldia.
Com o término da ditadura militar, o povo brasileiro, bem como sua juventude, passou a imaginar ter voz ativa nos rumos da nação. A conquista do direito a eleger os governantes através de voto direto conseguida através do movimento “Diretas Já” e o sucesso popular, mesmo que, de certa forma, manipulado pela mídia, da derrubada de um presidente da república eleito de forma democrática, deram uma impressão ainda maior de liberdade e direito de escolha a essa população que tanto sofria por não poder se manifestar. Porém, o que parecia ser apenas o início de uma longa caminhada rumo à verdadeira democracia participativa no país, foi, na verdade, um dos últimos fatos conhecidos de comoção nacional em prol de uma causa. Um último suspiro de uma nação que, por tantos anos, teve o grito de liberdade preso na garganta, pronto a se manifestar através de cada brecha deixada pelo sistema.
A evolução tecnológica e comunicacional que marcou o período do final dos anos 1990 e ganhou força nos anos 2000 fez com que pudéssemos pensar em uma nova juventude revolucionária que, estando interligada pela rede mundial de computadores através de correio eletrônico, fóruns de discussão e, posteriormente, por blogs e redes sociais, e possuindo acesso privilegiado à informação, estaria apta a contestar a realidade e lutar por mudanças. Porém esta tendência não se concretizou.
Quanto mais fácil foi se tornando o acesso a informação e o contato entre pessoas de localizações geográficas distintas, mais o advento da comunicabilidade foi banalizado. A possibilidade de comunicar tudo, com todos, praticamente o tempo todo, fez com que a mensagem, que antes necessitava ser elaborada de forma clara, concisa e direta, para o melhor entendimento do receptor, se tornasse algo corriqueiro, transmitido a qualquer momento, sem apuração de forma ou conteúdo.

 Recentemente, o uso de redes sociais como Twitter e Facebook passou a possuir uma faceta contestadora, reunindo diversos jovens dispostos a discutir temas como liberdade de expressão, impostos, meio ambiente, entre outros. Alguns casos, como o da campanha “Preço Justo Já!” lançada por Felipe Neto, uma das personalidades jovens mais respeitadas dentre as assistidas no meio virtual pelo público jovem, ainda não conseguiu mobilizar o número esperado de assinaturas em um abaixo-assinado pela modificação dos impostos pagos sobre importação no país. Porém diversos protestos virtuais têm conquistado seus objetivos, como no caso da reprovação ao uso de pele de animais na coleção de uma famosa marca de sapatos e acessórios, que se viu obrigada a retirar de circulação os produtos geradores de polêmica, e, a organização via redes sociais para manifestações físicas, tais como a “Marcha da Liberdade”.
Resta saber se a participação dos jovens nesses processos é uma questão de libertação frente à alienação causada pelo meio, ou apenas mais uma modismo, bem direcionado, contudo esvaziado de sentido e verdadeiro espírito de transformação.






Ijuí: a memória construída com diversidade

A memória de um povo guardada através dos tempos, mantém vivo em Ijuí os primeiros passos dos colonizadores.

Etnias estão organizadas no Parque de Exposições de Iju
 
            É em Ijuí, no noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, que descendentes de várias origens cultuam as tradições dos seus ancestrais, então colonizadores desta terra. Aqui filhos, netos e bisnetos de alemães, italianos, austríacos, árabes, suecos, espanhóis, poloneses, africanos, holandeses, letos e portugueses preservam suas origens, guardam as histórias e valorizam seus costumes,  por meio de grupos étnicos.
            A “Terra das Culturas Diversificadas”, como é conhecida, foi colonizada por 18 etnias, além dos gaúchos, - que não é considerada uma etnia, mas deixa marcas na cultura. "É o único município do país que possui grupos étnicos organizados e instituídos, mantendo representativamente a utilização dos trajes típicos, música, dança, culinária, língua e suas casas ou centros culturais edificados dentro do Parque de Exposições Wanderley Burmann". A afirmação é do professor do Curso de Administração a Unijuí, Adelar Baggio e coordenador do processo de estruturação das Etnias de Ijuí.
Etnias - Esta forma de organização não deixa apagar com o tempo a história brava, de um povo corajoso que aqui chegou e iniciou o processo de colonização do município que cresce e se desenvolve a cada dia. “Ijuí foi a primeira Colônia Nova colonizada no norte do Estado do RS. Foi colonizada por três etnias juntas (alemães, italianos e poloneses) e logo depois se integraram os austríacos e, posteriormente, as outras etnias, quase todas de origem européia”, conta Baggio. Das 18 etnias que colonizaram a então chamada “Colônia Ijuhy”, 11 encontram-se organizadas, além da Querência Gaúcha.
            O dia 19 de outubro, em que se comemora o aniversário de Ijuí, marca o início da colonização, no ano de 1890.
 Ueti - Esta estruturação, conforme descreve Baggio, iniciou com “um trabalho denominado de ‘Ijuí na Retomada do Desenvolvimento’”, em que foi nomeada uma comissão, composta por entidades e instituições, que tinha por objetivo organizar uma nova etapa de desenvolvimento local, uma vez que ijuí estava em pleno desenvolvimento, tendo como um dos primeiros passos a criação da Unijuí, universidade na qual foi o primeiro reitor. Após, esta comissão começou a estudar o tema “Culturas Diversificadas”. Destaca ainda que a ideia cresceu e passou a ser chamada de “Movimento das Etnias de Ijuí”, tendo como marca “Ijuí, terra das Culturas Diversificadas”. Logo depois surgiu a Festa Nacional das Culturas Diversificadas (Fenadi), em 1987, juntamente com a 3ª edição da Exposição-Feira  Industrial e Comercial de Ijuí (ExpoIjuí).
            Após tratativas e processos que levaram a construção das casas típicas no Parque de Exposições Wanderley Agostinho Burmann, eis que em 1996 foi criada a União das Etnias de Ijuí (Ueti), que tem como objetivos: “Promover a União Étnica de Ijuí; Coordenar Eventos, Projetos e Atividades de interesse comum dos Centros Étnicos-culturais e estimular o intercâmbio com Entidades Congêneres”, tendo sua diretoria constituída pelos por representantes dos grupos étnicos. “Iniciamos com três etnias organizadas: alemães, italianos e holandeses. Até 1992 estavam em funcionamento as seguintes entidades: Centro Cultural Italiano, Centro Cultural 25 de Julho de Ijuí (Alemães), Sociedade Cultural Polonesa Karol Woytila, Grupo Cultural Herdeiros de Zumbi (Afros), Sociedade Cultural Holandesa de Ijuí, Centro Cultural Austríaco de Ijuí, Centro Cultural Português, Centro Cultural Leto, Centro Cultural Árabe, Centro Cultural Sueco, Centro de Cultura Espanhola e Entidade Tradicionalista Querência Gaúcha”, explica o professor. As casas foram edificadas com recursos próprios das etnias.

Embaixatrizes das etnias do ano de 2010

Sobre a “Terra das Culturas Diversificadas”, Baggio enfatiza ser definida pela então Comissão “uma marca forte da globalização é o entendimento na diversidade. A democracia é mais rica quando existe diversidade. Um dos principais e mais nobres objetivos da globalização é a fraternidade entre os povos e a busca da paz. Para tanto, deve-se buscar a eliminação dos conflitos. O movimento das etnias, entre outros objetivos, visa concretizar estes propósitos”.
Hoje - Atualmente participam dos grupos 2.311 integrantes. O presidente da Ueti, Nelson Casarin, destaca que as etnias estão num  períodos crescente, se organizando e se qualificando e que principalmente os grupos de danças estão em uma qualidade superior. “Todos têm um objetivo só, que é trabalhar em benefício da cultura do nosso resgate, das nossas culturas antigas, dos nossos antepassados, costumes e gastronomia, enfim, danças e vestimentas”, ilustra.
            Ijuí tem uma rica história reconhecida e valorizada. Por um período de dez dias que englobam o aniversário do município, é realizada anualmente no Parque de Exposições, a ExpoIjuí/Fenadi, momento em que a diversidade étnica-cultural ganha ainda mais destaque.

Materiais de pesquisa –
Texto: Movimento das Etnias de Ijuí/RS/Brasil. BAGGIO, Adelar Francisco. 2011.
Livro: Ijuí (RS): uma cultura diversificada. MARQUES, Mário Osório. Ijuí. Ed. Unijuí, 2002.
Site: http://ueti.org.br/inovaweb/
Fotos: site município de ijuí

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vozes femininas nas rádios de Ijuí

Por Ana Paula Badke da Silva
  

O rádio ultrapassou barreiras e deu origem a muitos avanços na sociedade, tanto na comunicação como no direito do cidadão à informação, consolidando-se como o grande veículo de notícias e prestação de serviços. Mas que voz é essa que sai dos microfones das rádios?
            Para conquistar as mesmas vagas que os homens no mercado de trabalho, o desafio feminino sempre teve um grau maior de dificuldade. Mesmo tendo sua imagem fortalecida e conquistado um espaço mais participativo na sociedade, no rádio, as mulheres sempre representaram um papel coadjuvante. A participação feminina por muito tempo ficou limitada à música e às radionovelas, pois a mulher não tinha credibilidade suficiente para atuar na área jornalística.

Lisete Maria

Em Ijuí, a presença masculina na programação das emissoras de rádio ainda é maioria.
 No início, as mulheres se faziam presentes nas locuções fazendo propaganda comercial. A programação era totalmente exercida pelos locutores homens. Com muita persistência, dedicação e profissionalismo mudaram essa história. Quebraram paradigmas, desmitificaram a profissão e abriram caminho para que outras mulheres passassem a conviver e disputar os mesmos espaços com os homens.
Vozes femininas que fizeram e fazem história em Ijuí:

- Lysette Maria Lenz: Sua carreira no rádio começou em 1961, na Rádio Progresso, onde apresentava o programa “Rádio Revista Feminina”. Em meados dos anos 70, passou para a Rádio Repórter, onde assumiu a apresentação do programa “Comunicação em Sociedade”. Durante 30 anos construiu, através do microfone, uma sólida carreira. Lysette se despediu do microfone da Rádio Repórter dia 20 de abril de 1995 e faleceu no dia 8 de dezembro de 2000 vítima de câncer.


- Ieda Maria Calegaro: Seu primeiro emprego foi no ano de 1982, na Rádio Progresso de Ijuí. Há 16 anos na Rádio Repórter, Ieda é responsável pela produção e apresentação do Programa “Comunicação e Sociedade” de segunda a sábado das 11h ao meio dia. É um programa com público e assuntos diversificados como moda, saúde, divulgação de festas e eventos, além da preocupação em levar a reflexão religiosa e entrevistas com profissionais em suas respectivas áreas.



- Priscila Callegari: Formada desde 2008 pela UNIJUI, trabalhou por dois anos na Mundial FM. Atualmente trabalha na Rádio Progresso. Nas rádios, atuou geralmente como locutora, redatora e repórter apresentando programas variados, musical e social. A opção pelo trabalho em rádio veio na faculdade, onde recebia elogios dos professores pela boa dicção e pelo timbre de voz.

As mulheres de Ijuí ocupam hoje horários que antes era privilégio dos homens. Já observam-se vozes femininas em temas regionais e programação AM. Continuam reinando absolutas nos programas de cunho religioso e social.

Todas essas mulheres merecem um lugar de destaque em nossas memórias, pois elas, com suas vozes aveludadas, seus carismas, suas características, contribuíram sobremaneira, para tornar as programações das emissoras de rádio mais suaves, delicadas e humanas.